
Tudo que é "perfeito" tem limites impostos pelo seu próprio ser ou estado de "perfeição": um ser que manifeste as suas qualidades não o pode fazer sempre em todos os aspectos. O imperfeito, além de não manifestar sua potencialidade , quando o faz,pode fazê-lo de modo a não preencher as características do seu ser.O homem é um ser social e possui uma individualidade.Não é perfeito e portanto,sob diversos aspectos,limitado.Precisa viver consigo mesmo e com os outros,porém,as leis pessoais não são as mesmas que as sociais.Os limites das pessoas também são diferentes. Neste ponto começa o limite entre o pessoal e o social. Existem situações que podem ser ignoradas,passíveis de serem aceitas , em prol da sociedade,do bem comum.Mas o limite não é fixo,pode variar muito : toleramos algo numa manhã,mas se o mesmo assunto for apresentado à noite...,passa dos limites. Quereríamos que este limite fosse mais elástico, e de certo modo o é. O limite da tolerância tem por um lado a manutenção da individualidade e e por outro a inclusão do individual no social. Se isto não ocorrer , alguns perdem sua individualidade e outros são excluídos e preferem se isolar do convívio social.Nossa liberdade é o preço da nossa existência. Existimos como seres humanos livres. Se não tivéssemos liberdade,nossa existência com certeza não seria da mesma forma. Seríamos outros seres,incapazes de optar,pois nosso protocolo seria rígido . Ao optar,por exemplo,entre ficar em casa estudando ou sair com os amigos para descansar,em qualquer um dos casos , mostraremos que somos livres e responsáveis ,mas pagaremos o preço da nossa livre decisão. Cada ser humano pode optar , e ao escolher excluir algo . E todas as nossas ações podem ser vistas por terceiros que nos rotulam em função das nossas ações. Existimos e somos,mas nem sempre gostamos de ser rotulados pelos nossos defeitos,modos,etc. Algumas pessoas possuem defeitos mais evidentes,que se manifestam no convívio social.A semelhança de uma verruga negra e grande na ponta do nariz;caso estivesse escondida em outra parte do corpo.A mente humana por vezes tende a caricaturizar em função dos traços ou atitudes negativas daqueles que nos cercam. Melhor seria ver os aspectos positivos dos outros : é mais fácil ensinar algo do que fazer alguém esquecer alguma coisa. Assim , poderíamos afirmar que a primeira impressão é a mais forte. Mas as pessoas mudam,por conta própria ou com a ajuda de terceiros. E o processo de mudança se percebe,por um lado , um limite pessoal;por outro uma tolerância social. No final de cada interrelação , ambas as partes são capazes de exibir um estado superior ao anterior. É sobre estes pontos que iremos tecer algumas considerações.
Tolerância : A palavra tolerância provem do latim tolerantia ,que por sua vez procede de tolero, e significa suportar um peso ou a constância em suportar algo.
Os limites : nossas limitações são patentes. Não somos o que queremos, não fazemos tudo que sonhamos, não temos o dom de estar onde desejamos.Dentro destes limites é que nos movemos.Conhecer os limites pessoais e os dos outros,pois somos seres que não se repetem, é uma tarefa que muda toda a vida. O limite também não é algo estático,as pessoas mudam. Logo, o sistema de comunicação entre as pessoas é algo dinâmico e tem suas "leis" próprias, que cabe a cada um descobrir em cada momento. Em vez de gastar tempo reclamando que não existe comunicação , podemos empregá-lo verificando como estabelecer esta relação. Por outro lado,quando as pessoas se aproximam , uma tem em relação a outra uma expectativa. Na prática existe também um preconceito , mas por ora, vale a pena refletir sobre a expectativa.